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Arquivo de Agosto de 2008

Uma família chamada Corleone

Don Corleone
Filmes que fazem grande sucesso por ocasião do lançamento têm seu conteúdo apreendido imediatamente pelo público? Nem sempre. Alguns precisam de tempo para ser adequadamente compreendidos, seja por veicularem uma nova visão de mundo, seja por inovarem na maneira de contar a história - variáveis que, juntas, compõem as obras-primas. Este pode muito bem ser o caso de O Poderoso Chefão (1972), cuja importância não pára de crescer, mesmo decorridos já 36 anos desde a sua estréia.

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Os diamantes de Levi e Roth

A entrevista de Primo Levi a Philip Roth, feita há 21 anos, mostra primeiro um grande entrevistador (o resultado, pois, é tanto uma entrevista quanto um diálogo entre “iguais”), cônscio da obra e da vida do autor italiano, e, depois, um também grande entrevistado. Como aparentemente o texto nunca foi lançado em livro no Brasil, nem republicado pelo Estadão — estando fora, digamos, de “catálogo”, inacessível ao público —, e sobretudo por que se trata de uma entrevista valiosa, a Revista Bula a republica no Brasil.

Infelizmente, não há registro, no caderno Cultura , do jornal paulista, de quem a traduziu. Ao digitar o texto, mantive a grafia original de alguns palavras (fiz algumas poucas correções) e os títulos das obras de Primo Levi, felizmente, 21 anos depois, bem editado no Brasil, tanto como memorialista quanto como prosador.

A Rocco publicou as memórias É Isto um Homem? , em 1988, um ano depois da entrevista de Levi a Roth. É um dos mais poderosos relatos de um judeu que sobreviveu em Auschwitz. A Companhia das Letras editou o romance A Trégua , em 1997, Se não Agora, Quando? , em 1999, e 71 Contos de Primo Levi , em 2005. A Paz e Terra lançou Os Afogados e os Sobreviventes , em 2004. O Último Natal de Guerra saiu pela Berlendis & Vertecchia, em 2002. A Relume-Dumará publicou A Tabela Periódica , em 2001. Primo Levi nasceu em 1919 e morreu em 1987, no ano da entrevista a Roth.

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Virginia Woolf tentou ‘curar’ sua loucura pelo suicídio

Virginia Woolf

Em 28 de março de 2008, fez 67 anos que a escritora inglesa Virginia Woolf se matou. Virginia, que hoje tende a ser comparada (desfavoravelmente) a James Joyce, que ela considerava (invejosamente) um operário autodidata, morreu aos 59 anos, jogando-se no Rio Ouse, em 1941. A obra de Virginia permanece gerando polêmica. Para alguns, ainda é inovadora. Para outros, teria envelhecido. A revolução de Virginia estaria obscurecida pela revolução de Joyce. Talvez o mais justo seja não comparar os dois autores, percebendo, antes, que há diferenças, apesar de estarem próximos (literalmente), entre eles. Sobre sua vida, é possível saber alguma ou muita coisa, principalmente depois da sensível e abrangente biografia de Quentin Bell…

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